
Estamos de luto. Morreu na sexta-feira, com 46 anos de idade, o escritor americano David Foster Wallace. Depressivo crónico nos últimos 20 anos, foi encontrado enforcado em sua casa na California pela mulher. O facto foi hoje noticiado no Público e na TV.
Não há nada dele publicado em Portugal. Um pouco por causa disso ainda só lhe li uns contos, por aí pela internet. Terrivelmente imaginativos. Ainda não li a sua obra-prima, o torrencial romance “Infinite Jest”(mais de 1000 páginas), já publicado em meados dos 90, e que nos mostra uma paródia de um possível futuro dos EUA, na qual se critica o consumo de massas. E de drogas, já agora. Foi considerado um dos melhores livros em língua inglesa escrito no século XX.
Farewell. Pelo menos há um possível factor positivo nisto – será desta que algum editor português se lembra da existência (ou da já-não existência) deste talento da literatura? Muitas vezes é mesmo preciso morrer para isso.