A necessidade da reabilitação
Não estivemos lá, acompanhámos o concerto num canal de televisão que gentilmente o transmitiu.
É desconfortável observar um talento tão grande a proporcionar um espectáculo tão pobre. E pensava-se que figuras como Jim Morrison, Janis Joplin, etc, que foram completamente devoradas pelo star system sem conseguirem vingar a sua personalidade, apesar da centelha de vida que demonstraram, eram coisas do passado. Pelos vistos não.
Daquelas vezes que discordo totalmente contigo e digo… deixa o James Douglas Morrison em paz.
Pois…E eu ao contrário do comentário ao post de Sonic Youth(em que concordei) e como o Tiago aqui em cima ,também vou ter que discordar de ti.Além de outras coisas,como podes dizer que as pessoas a que te referes não conseguiram vincar a sua personalidade,se tudo o que eles foram foi personalidade?Ou personalidade serão pessoas com vidas a metro?Tudo neles é/foi profundo ou não nos tinham ficado na memória(as vozes,as vivencias que cantam,as atitudes que tinham/têm).Ou pensas que foi só porque morreram novos que nos lembramos deles?Olha que não.Olha que não.Espero que a Amy consiga viver muitos anos,mas temo que para nos dar o que nos pode dar, nós tenhamos que aceitar que há seres assim e acabarmos de vez com as cenas politicamente correctas do tipo ah e tal são uns coitadinhos.AS Merdas acontecem e a vida é o que é.Face it.
Tiago, é por isso que somos tão amigos há tantos anos - podemos discordar ligeiramente ou mesmo completamente sobre um assunto qualquer, mas nunca nos chateamos. Um abraço do tamanho de África, irmão.
RockJoker (e Tiago também), concordo com o que dizes no comentário. Há pessoas que para nos dar as coisas boas que não dão/deram têm mesmo de ser assim. Mas pensemos no tanto que nos poderiam dar se tivessem conseguido vencer alguns dos seus fantasmas… Por exemplo, o Jim Morrison queria acima de tudo ser um poeta. Infelizmente, a obra que nos deixou nesse campo é escassa e está inacabada, isto principalmente porque a vida que levou não lhe permitiu conseguir a paz de espírito necessária para vingar a sério nesse seu talento. Ele era a primeira pessoa a admitir isto, tanto que no final da vida exilou-se em Paris para conseguir essa paz. É por isto que digo que ele não conseguiu vingar (totalmente) a sua personalidade.
E não foi o único nos anos 60 e 70 - há muitas figuras da música, com resultados bem mais catastróficos, que não conseguiram ir mais além por não terem conseguido lidar com o stardom.
Penso que não deve ser o caso da Amy Winehouse - a situação dela evoca outras figuras torturadas pela paixão, álcool e drogas, como a Billie Holiday, que até mesmo musicalmente é-lhe mais próxima. E tanto numa como na outra nem tudo o que se diz/disse será totalmente verdade… penso eu! Sem dúvida que a vida dela é muito lixada, mas muito do lixo que é dito não será para vender tablóides ingleses? Desconfio, desconfio… Há ali uma máquina de imagem muito bem montada. E é ela que está a perder com isso.
De resto, obrigado pelos vossos comentários, e espero que continuem a acompanhar e a comentar. Mesmo quando discordam comigo.
Irmão de sempre,
Discordo contigo porque sabes que eu gosto da decadência. E quanto ao Douglas sabemos bem a história dele de trás para a frente, a sua inteligência, os seus belos exageros e talvez a sua ingenuidade.
Mas vá, isto são conversas para termos pela noite fora com as mines e os “gitanes” nas pontas dos dedos, a rir muito, como já o andamos a fazer desde os inicios dos 90’s, e que apesar das distâncias geográficas nunca vão acabar. As próximas estão marcada para 12 de setembro, até lá abraco grande de saudades equatoriais.